Saúde

Rede Alyne busca reduzir mortalidade materna com dignidade

Valter Campanato/Agência Brasil

Iniciativa reestrutura ações de cuidado para gestantes e bebês

A Rede Alyne, lançada pelo governo federal em Belford Roxo, visa diminuir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco especial em mulheres negras.

A Rede Alyne, apresentada nesta quinta-feira (12) no município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, é uma resposta crítica à alarmante taxa de mortalidade materna no Brasil. Este programa ambicioso busca uma diminuição de 25% nas mortes maternas até 2027 e, particularmente, visa uma redução de 50% entre as mulheres pretas. A iniciativa é uma atualização do antigo programa Rede Cegonha, que já atuava na promoção de cuidados a gestantes e bebês dentro do sistema público de saúde.

O nome Alyne Pimentel homenageia uma jovem negra falecida aos 28 anos, em 2002, enquanto estava grávida de seis meses. Alyne não recebeu o atendimento adequado à sua condição, resultando em sua morte e em uma dolorosa perda para sua filha de apenas cinco anos. Esse trágico evento provocou uma condenação internacional ao Brasil em 2011, pelo Comitê para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra Mulheres (Cedaw) da ONU, que destacou a necessidade urgente de se garantir maternidade segura como um direito humano inalienável.

Com a implementação da Rede Alyne, as autoridades buscam proporcionar um cuidado humanizado e integral às mulheres grávidas, considerando as diferenças étnico-raciais e regionais que permeiam o acesso à saúde no país. Além disso, o governo anunciou que triplicará os repasses financeiros para estados e municípios, garantindo que exames de pré-natal sejam mais acessíveis e realizados com qualidade.

A criação da Rede Alyne é um passo significativo na luta por justiça social e equidade no acesso à saúde. Este programa não apenas busca corrigir injustiças passadas, mas também promete cuidar de vidas, reconhecendo que cada mulher merece respeito e assistência adequados durante a maternidade.

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